Ministério contrata gestão do Hospital Inteligente e de rede de UTIs conectadas
O hospital de 800 leitos em São Paulo deve abrir em 2029; antes disso, uma rede de UTIs com monitoramento remoto e IA cresce de 60 para 280 leitos.

O Ministério da Saúde assinou em 20 de outubro o contrato de gestão do Hospital Inteligente e da rede de UTIs conectadas com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), presidido pela cardiologista Ludhmilla Hajjar.[1]
Como será o Hospital Inteligente?
Um complexo de cerca de 800 leitos em São Paulo, especializado em emergência, terapia intensiva e neurologia, com início de operação previsto para o segundo trimestre de 2029.[1] O ministro Alexandre Padilha anunciou que o primeiro hospital 100% inteligente do SUS ficará no complexo do Hospital das Clínicas da FMUSP.[2]
| Item | Dado |
|---|---|
| Leitos | cerca de 800 (250 emergência, 350 UTI, 200 enfermaria)[1] |
| Salas cirúrgicas | 25, cerca de 27 mil cirurgias por ano[1] |
| Internações por ano | até 190 mil[1] |
| Início da operação | 2º trimestre de 2029[1] |
| Meta de internação de emergência | de 17 para 4 horas em até quatro anos[1] |
Que tecnologia o projeto prevê?
Leitos híbridos que viram UTI conforme a necessidade, ambulâncias conectadas por 5G, um centro de comando que monitora leitos em tempo real e prontuário integrado do atendimento pré-hospitalar à alta, ligado à Rede Nacional de Dados em Saúde.[1] A IA deve apoiar a identificação precoce de riscos e a organização dos leitos, com a decisão mantida pelos profissionais.[1]
Como funciona a rede de UTIs conectadas?
A rede começa com 60 leitos em seis hospitais das cinco regiões e será ampliada para 280 leitos em 14 hospitais.[1] Intensivistas acompanham pacientes a distância pela Tele-UTI, e algoritmos ajudam a detectar sinais de sepse e insuficiência respiratória.[1] A meta é reduzir em pelo menos 10% os eventos adversos.[1]
Que outras medidas foram anunciadas?
A modernização de laboratórios de anatomia patológica, com telediagnóstico para reduzir de uma semana para 48 horas a entrega de laudos de biópsia.[2] O Proadi-SUS, que reúne hospitais filantrópicos de excelência, terá R$ 4 bilhões no próximo triênio.[2]
Em resumo
- O Hospital Inteligente do SUS terá cerca de 800 leitos e deve abrir em 2029.[1]
- A meta é reduzir a internação de emergência de 17 para quatro horas.[1]
- A rede de UTIs conectadas passará de 60 para 280 leitos.[1]
- O telediagnóstico deve cortar a entrega de laudos de biópsia para 48 horas.[2]
Atualizado em 20 de outubro de 2026.
Fontes
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