Aliança de dados quer transformar prontuários de Santas Casas em rede de pesquisa clínica
A Aliança Nacional de Dados em Saúde já processa mais de 150 milhões de notas clínicas de 40 instituições e quer ajudar o país a recrutar pacientes para estudos.

A Aliança Nacional de Dados em Saúde (Aliansa) lançou um programa de pesquisa clínica que usa IA e ciência de dados para transformar prontuários dispersos de hospitais filantrópicos e Santas Casas em infraestrutura de pesquisa.[1]
Que problema o programa quer resolver?
A dificuldade de encontrar hospitais aptos a recrutar participantes para estudos multicêntricos. O Brasil é o 12º país em estudos clínicos iniciados, mas os dados entre hospitais são dispersos e pouco padronizados.[1]
Como o programa funciona?
Em três frentes. A iHealth fornece um data lake que padroniza dados clínicos e identifica pacientes elegíveis; a Ekantika Saúde ajuda os hospitais a montar centros de pesquisa; e o ex-ministro Nelson Teich apoia o modelo de governança.[1]
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Instituições em produção | mais de 40[1] |
| Estados | 13[1] |
| Notas clínicas processadas | mais de 150 milhões[1] |
| Posição do Brasil em estudos iniciados | 12º no mundo[1] |
Quais são os próximos passos?
Ampliar a rede com a Confederação das Santas Casas (CMB) e levar o modelo ao SUS, com aproximação do poder público.[1] A Aliansa diz seguir a LGPD e oferecer contrapartidas aos hospitais participantes.[1] Segundo artigo publicado no mesmo veículo, a iniciativa pretende conectar Santas Casas a farmacêuticas como Roche, Novartis e AstraZeneca.[2]
Em resumo
- A Aliansa reúne mais de 40 instituições em 13 estados.[1]
- A rede já processou mais de 150 milhões de notas clínicas.[1]
- O objetivo é identificar pacientes elegíveis para estudos multicêntricos.[1]
- O Brasil é o 12º país do mundo em estudos clínicos iniciados.[1]
Atualizado em 15 de outubro de 2026.
Fontes
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