Tecnologia, gestão e negócios em saúde.

Fim da escala 6x1 pressiona hospitais, que pedem regra própria para a jornada

A Emenda 141/2026 reduz a jornada para 40 horas em um ano; o setor estima custo de R$ 7 bilhões a R$ 22 bilhões e quer regulamentação específica para a 12x36.

Fim da escala 6x1 pressiona hospitais, que pedem regra própria para a jornada
Imagem ilustrativa · banco de imagens

O fim da escala 6x1, promulgado pela Emenda Constitucional 141/2026 em 16 de outubro, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas em até um ano e levou hospitais a pedir regulamentação específica para a saúde.[2]

O que muda na jornada?

A jornada cai para 42 horas em 60 dias e para 40 horas em até um ano, em todos os setores, inclusive hospitais, clínicas, laboratórios e farmácias.[2] A escala 12x36, comum na assistência, resulta em média de 42 horas semanais e também terá de chegar a 40 horas até dezembro de 2027, provavelmente por negociação coletiva.[2]

Fim da escala 6x1 e a saúde
ItemDado
NormaEmenda Constitucional 141/2026, promulgada em 16 de outubro[2]
Jornada em 60 dias42 horas semanais[2]
Jornada em até um ano40 horas semanais[2]
Empregados da saúde acima de 40 horas40% (Fipe/CNSaúde)[2]
Impacto estimado (SindHosp/FeSaúde)R$ 7 bilhões a R$ 12 bilhões por ano[1]
Impacto estimado (Fipe/CNSaúde)R$ 7,7 bilhões a R$ 22,2 bilhões[2]

Quanto pode custar?

O SindHosp e a FeSaúde estimam de R$ 7 bilhões a R$ 12 bilhões por ano.[1] Estudo da Fipe para a CNSaúde aponta de R$ 7,7 bilhões a R$ 22,2 bilhões, conforme a forma de repor horas, e mostra que 40% dos empregados do setor trabalham mais de 40 horas semanais.[2] Cerca de 70% do pessoal da saúde é assistencial e trabalha em 12x36, segundo a Anahp.[1]

O que dizem governo e entidades?

O Ministério da Saúde se diz aberto a ajustes, mas defende a escala 5x2; o secretário-executivo Adriano Massuda citou o piso da enfermagem como exemplo de adaptação bem-sucedida.[1] Para o Cofen, a mudança não altera a prática dos plantões 12x36 e melhora o cálculo proporcional do piso, que passa a ter 40 horas como referência.[2]

Quem sente mais o impacto?

Santas Casas e hospitais filantrópicos, que já operam com financiamento apertado. Reduzir horas por empregado não reduz as horas de assistência necessárias, que precisarão ser cobertas por mais gente ou por mecanismos mais caros, alerta Edison Ferreira da Silva, do sindicato dos filantrópicos.[3]

Em resumo

  • A Emenda 141/2026 reduz a jornada para 40 horas semanais em até um ano.[2]
  • O setor estima impacto de R$ 7 bilhões a R$ 12 bilhões por ano.[1]
  • Estudo da Fipe aponta de R$ 7,7 bilhões a R$ 22,2 bilhões.[2]
  • Cerca de 70% dos profissionais de saúde trabalham na assistência, muitos em 12x36.[1]

Atualizado em 21 de outubro de 2026.

Fontes

  1. Valor Econômico — Setor de saúde prevê impacto de até R$ 12 bi com fim da escala 6x1 e pede regime especial, 14 out. 2026.
  2. Futuro da Saúde — Fim da escala 6x1: setor de saúde cobra regulamentação específica do governo, 21 out. 2026.
  3. Healthcare Management — Edison Ferreira da Silva defende cautela nas mudanças da escala 6×1, 22 set. 2026.
Juliana Matos
Juliana Matos
Editora de Pessoas & Liderança

Cobre formação médica, força de trabalho, cultura organizacional e os movimentos de liderança em hospitais, operadoras e empresas.

© 2026 Próxima Saúde. Todos os direitos reservados.