Brasil tem 125 cursos de medicina abertos na Justiça, e 70% foram mal avaliados
As graduações abertas por decisão judicial somam 9.320 vagas; no Enamed 2025, sete em cada dez foram consideradas insatisfatórias, segundo o MEC.

O país tem 125 cursos de medicina judicializados, abertos por decisão da Justiça, que somam 9.320 vagas. Entre os avaliados no Enamed 2025, 70% foram considerados insatisfatórios, segundo dados do MEC.[1]
Qual é o tamanho do fenômeno?
Os 125 cursos representam uma parcela crescente das cerca de 50 mil vagas de medicina do país, a maioria em faculdades privadas.[1][2] O MEC passou a divulgar esses dados de forma sistemática.[1]
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Cursos abertos por decisão judicial | 125[1] |
| Vagas nesses cursos | 9.320[1] |
| Judicializados insatisfatórios no Enamed 2025 | 70%[1] |
| Cursos privados insatisfatórios no Enamed | cerca de 60%[2] |
| Vagas de medicina no país | cerca de 50 mil[2] |
Por que a qualidade preocupa?
Porque cursos com nota baixa formam médicos que chegam à rede de saúde com lacunas. No Enamed, aplicado a alunos do último ano, sete em cada dez judicializados avaliados ficaram abaixo do satisfatório.[1] Cursos com nota baixa ficam impedidos de usar Fies e ProUni e de matricular novos alunos.[2]
Como o mercado reage?
Grupos privados buscam parcerias para melhorar a nota. A Inspirali, da Ânima, fechou contrato com o Einstein para assessorar seus 15 cursos.[2] A aprovação do Enamed como exame obrigatório reforça a pressão sobre as escolas.[2]
Em resumo
- O país tem 125 cursos de medicina abertos por decisão judicial.[1]
- Esses cursos somam 9.320 vagas.[1]
- 70% dos judicializados avaliados no Enamed 2025 foram insatisfatórios.[1]
- Cursos com nota baixa não podem usar Fies e ProUni nem matricular novos alunos.[2]
Atualizado em 23 de setembro de 2026.
Fontes
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