Quase metade dos médicos de UTI tem esgotamento emocional elevado
Inquérito da Amib com o CFM ouviu 2.338 médicos em todo o país; quatro em cada cinco precisam de atenção à saúde emocional.

O burnout em médicos de UTI atinge níveis altos: 48,5% dos 2.338 médicos ouvidos pelo Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica das UTIs, da Amib com o CFM, apresentam esgotamento emocional elevado.[1][2]
O que o inquérito encontrou?
Somando os 31,2% com esgotamento moderado, 79,7% dos médicos de UTI precisam de algum cuidado com a saúde emocional; só 20,3% têm nível baixo.[1] A despersonalização, distanciamento emocional de pacientes e colegas, aparece em 45,6%, e 46,4% relatam baixa realização profissional.[1][2]
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Esgotamento emocional elevado | 48,5%[1] |
| Esgotamento moderado | 31,2%[1] |
| Precisam de atenção à saúde emocional | 79,7%[1] |
| Despersonalização | 45,6% (16% em nível elevado)[1] |
| Baixa realização profissional | 46,4%[2] |
| Com ao menos uma dimensão alterada | 68,9%[2] |
Quem está mais exposto?
Generalistas que trabalham em UTI: 52,3% têm esgotamento elevado, contra 44,5% entre os intensivistas.[1] Plantões longos, múltiplos vínculos, exposição à dor e à morte e pressão por decisões rápidas estão entre as causas apontadas.[2]
Como a pesquisa foi feita?
Com o questionário Maslach Burnout Inventory, padrão para medir a síndrome, aplicado de março a outubro de 2024 a médicos com pelo menos um ano de atuação contínua em UTI.[2] O instrumento mede risco, não faz diagnóstico.[2]
Em resumo
- 48,5% dos médicos de UTI têm esgotamento emocional elevado.[1]
- 79,7% precisam de algum cuidado com a saúde emocional.[1]
- Entre generalistas em UTI, o esgotamento elevado chega a 52,3%.[1]
- O inquérito da Amib e do CFM ouviu 2.338 médicos em todo o país.[1]
Atualizado em 16 de setembro de 2026.
Fontes
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