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Custos pressionam operadoras e freiam a expansão dos planos em 2027

As operadoras faturaram R$ 201,9 bilhões no primeiro semestre, 8,37% a mais, mas o lucro operacional caiu 18,8% com a sinistralidade em 81,9%.

Custos pressionam operadoras e freiam a expansão dos planos em 2027
Imagem ilustrativa · banco de imagens

As operadoras de planos de saúde cresceram em receita no primeiro semestre de 2026, mas viram a rentabilidade operacional recuar com custos assistenciais mais altos.[1] O quadro, segundo o Valor Econômico, dificulta a expansão do setor em 2027.[1]

Como foi o primeiro semestre das operadoras?

A receita das operadoras subiu 8,37%, para R$ 201,9 bilhões.[1] O lucro operacional caiu 18,8%, para R$ 9 bilhões, e o lucro líquido recuou 10,5%, para quase R$ 17 bilhões.[1] A diferença entre os dois resultados vem principalmente das aplicações financeiras, que geraram R$ 7,5 bilhões de resultado financeiro no segmento médico-hospitalar.[2]

Saúde suplementar no 1º semestre de 2026
IndicadorResultado
Receita das operadorasR$ 201,9 bilhões (+8,37%)[1]
Lucro operacionalR$ 9 bilhões (−18,8%)[1]
Lucro líquidoQuase R$ 17 bilhões (−10,5%)[1]
Sinistralidade médico-hospitalar81,9% (+0,8 ponto)[2]
Resultado financeiro (médico-hospitalar)R$ 7,5 bilhões[2]

Por que a sinistralidade preocupa?

A sinistralidade, parcela da receita gasta com despesas assistenciais, chegou a 81,9% no segmento médico-hospitalar, alta de 0,8 ponto percentual em um ano.[2] Quanto mais alto o índice, menor a margem para absorver reajustes contidos e para financiar a expansão de carteiras.

Quais operadoras se destacaram?

A SulAmérica terminou junho com 6,1 milhões de beneficiários, 9,7% a mais em 12 meses, e sinistralidade de 78,9% no segundo trimestre.[1] A Amil informou crescimento de 4,5% na carteira até julho, com 140 mil novos clientes.[1] Entre os maiores resultados líquidos do semestre aparecem Bradesco Saúde (R$ 2,03 bilhões), Amil (R$ 960,9 milhões) e Postal Saúde (R$ 875,7 milhões).[2]

Em resumo

  • A receita das operadoras subiu 8,37% no 1º semestre de 2026, para R$ 201,9 bilhões.[1]
  • O lucro operacional caiu 18,8%, para R$ 9 bilhões.[1]
  • A sinistralidade médico-hospitalar subiu para 81,9%.[2]
  • Bradesco Saúde, Amil e Postal Saúde tiveram os maiores lucros líquidos do semestre.[2]

Atualizado em 30 de setembro de 2026.

Fontes

  1. Valor Econômico — Custos dificultam expansão de planos de saúde em 2027, 30 set. 2026.
  2. Medicina S/A — Postal Saúde tem resultado líquido de mais de R$ 800 milhões, 23 set. 2026.
Paula Andrade
Paula Andrade
Repórter de Mercado & Negócios

Cobre fusões, aquisições e o mercado de hospitais e operadoras. Antes, passou por redações de economia em São Paulo.

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