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Reforma tributária obriga farmácias a levar créditos e margens para a gestão

Com a CBS a partir de 2027, escolha de fornecedor, regime e mix passa a afetar créditos e preço; especialistas pedem decisões baseadas em dados, não em expectativa de alíquota.

Reforma tributária obriga farmácias a levar créditos e margens para a gestão
Imagem ilustrativa · banco de imagens

A reforma tributária nas farmácias deixa de ser assunto só do contador: a partir de 2027, com o início da CBS, o empresário precisa entender o que gera crédito e débito para formar preço, escolher fornecedores e decidir o regime.[1][2]

O que muda na rotina da farmácia?

A informação tributária passa a pesar em decisões comerciais. Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas, observa que a escolha de um fornecedor pode alterar a estrutura de créditos da empresa e que serviços, aluguel e despesas terão efeitos diferentes conforme quem presta e como o contrato é feito.[2] Por isso, ele defende integrar créditos, débitos e margem ao sistema de gestão da loja.[2]

Quem está no Simples Nacional precisa se preocupar?

Sim. Ficar ou sair do regime deixa de ser decisão só tributária, porque a capacidade de gerar e transferir créditos pode influenciar a relação com clientes e fornecedores.[2] Tamascia recomenda testar cenários durante a transição, que vai até 2033, em vez de esperar o modelo completo.[2]

Que indicadores ganham importância?

Giro, idade do estoque e margem por categoria. Gilson Coelho, especialista em gestão do varejo farmacêutico, recomenda não decidir com base em expectativa de alíquota, porque o efeito depende do regime, do mix e da cadeia de créditos.[1] A curva ABCD e a análise por classe terapêutica ajudam a identificar onde o capital está parado.[1]

Pontos de atenção na transição
TemaO que fazer
Formação de preçoIncluir créditos e débitos no cálculo da margem[2]
FornecedoresAvaliar o efeito de cada um nos créditos[2]
Regime tributárioSimular cenários antes de sair do Simples[2]
EstoqueAcompanhar idade e giro por categoria[1]

Em resumo

  • A cobrança da CBS começa em 2027, e a transição da reforma vai até 2033.[2]
  • A escolha de fornecedor passa a afetar os créditos da farmácia.[2]
  • Especialistas recomendam simular cenários antes de mudar de regime.[2]
  • Giro, idade do estoque e margem por categoria ganham peso na gestão.[1]

Atualizado em 14 de outubro de 2026.

Fontes

  1. Panorama Farmacêutico — Reforma tributária exige gestão mais precisa das farmácias, 23 set. 2026.
  2. Panorama Farmacêutico — Reforma Tributária exigirá decisões mais estratégicas, 14 out. 2026.
Carolina Teixeira
Carolina Teixeira
Repórter de Gestão & Operações

Cobre eficiência, custos, governança e infraestrutura de hospitais e operadoras. Antes, trabalhou em consultoria de gestão hospitalar.

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