Desperdício consome até R$ 360 bilhões por ano da saúde brasileira
Estimativa baseada na OCDE indica que entre 20% e 30% do gasto do sistema não vira assistência; as perdas operacionais pesam mais do que fraudes e corrupção.

O desperdício na saúde consome entre R$ 240 bilhões e R$ 360 bilhões por ano no Brasil, segundo estimativa apresentada por Francisco Balestrin, presidente da Fesaúde e do SindHosp, com base em parâmetros da OCDE.[1]
Como se chega a esse número?
A saúde movimenta cerca de R$ 1,2 trilhão por ano no país, segundo o IBGE, e estudos da OCDE indicam que de 20% a 30% do gasto de sistemas semelhantes ao brasileiro é desperdiçado.[1] Aplicada ao Brasil, a faixa resulta em R$ 240 bilhões a R$ 360 bilhões anuais.[1]
| Tipo | Valor estimado |
|---|---|
| Operacional: processos, compras, capacidade ociosa | R$ 100 bi a R$ 150 bi[1] |
| Clínico: exames e procedimentos desnecessários, eventos evitáveis | R$ 89 bi a R$ 133 bi[1] |
| Administrativo: fraudes, corrupção, judicialização, burocracia | R$ 51 bi a R$ 77 bi[1] |
| Total | R$ 240 bi a R$ 360 bi[1] |
Qual é a maior fonte de perdas?
A gestão, não a fraude. Processos e compras ineficientes, capacidade mal utilizada e uso inadequado de tecnologia somam de R$ 100 bilhões a R$ 150 bilhões por ano, mais que o dobro das perdas administrativas, que incluem fraudes e corrupção.[1] É a parcela que hospitais, operadoras e gestores públicos controlam diretamente.
Quanto dá para recuperar?
Uma redução de 20% das perdas liberaria de R$ 48 bilhões a R$ 72 bilhões por ano para a própria saúde, segundo o autor.[1] A proposta integra a agenda “Os 5 Inegociáveis da Saúde”, da Fesaúde e do SindHosp, voltada aos governos de 2027 a 2030.[1] A estimativa é uma extrapolação de parâmetros internacionais e não uma medição direta do sistema brasileiro.
Em resumo
- O desperdício na saúde brasileira é estimado entre R$ 240 bi e R$ 360 bi por ano.[1]
- Perdas operacionais somam R$ 100 bi a R$ 150 bi, mais que fraudes e corrupção.[1]
- O desperdício clínico é estimado entre R$ 89 bi e R$ 133 bi.[1]
- Reduzir 20% das perdas liberaria de R$ 48 bi a R$ 72 bi por ano.[1]
Atualizado em 15 de outubro de 2026.



