Atenção primária ganha espaço nos planos com teste da ANS e alta de médicos de família
A ANS selecionou 35 parcerias para testar a atenção coordenada, e o número de especialistas em medicina de família cresceu 549,7% desde 2011.

A atenção primária na saúde suplementar ganhou impulso do regulador: em julho, a ANS selecionou 35 parcerias entre operadoras e serviços de saúde para testar um modelo de atenção coordenada que deve embasar uma futura regulamentação.[1]
Há médicos de família suficientes para o modelo?
O número cresceu rápido. Os especialistas em Medicina de Família e Comunidade passaram de cerca de 2,3 mil em 2011 para cerca de 15 mil em 2024, alta de 549,7%, segundo a Demografia Médica no Brasil 2025, da FMUSP com a AMB e o Ministério da Saúde.[1]
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Parcerias no teste da ANS (jul. 2026) | 35[1] |
| Médicos de família em 2011 | cerca de 2,3 mil[1] |
| Médicos de família em 2024 | cerca de 15 mil (+549,7%)[1] |
| Hipertensos controlados na Alice | 69% (média nacional de cerca de 50%)[1] |
Como o modelo funciona numa operadora?
Na Alice, operadora para empresas, cada membro tem um médico de família próprio, sem coparticipação, que coordena o cuidado com uma equipe de saúde e encaminha ao especialista.[1] A empresa informa que 69% dos membros hipertensos estão com a pressão controlada, contra cerca de 50% na média nacional da Pesquisa Nacional de Saúde.[1] Os dados são da própria operadora.
Que papel os médicos têm na gestão?
Na Alice, um conselho de sete médicos sócios participa das decisões e do desenho da rede, da atenção primária aos especialistas.[1] A operadora afirma que todas as indicações de cirurgia seguem protocolos baseados em evidências.[1] O teste da ANS deve mostrar se o modelo funciona em operadoras de perfis diferentes.
Em resumo
- A ANS selecionou 35 parcerias para testar a atenção coordenada.[1]
- Os médicos de família passaram de 2,3 mil para 15 mil entre 2011 e 2024.[1]
- A Alice informa 69% de hipertensos controlados entre seus membros.[1]
- O teste deve embasar uma futura regulamentação da ANS.[1]
Atualizado em 9 de outubro de 2026.
Fontes
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